| Educação para a pureza Padre Nicolás Schwizer |
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A pureza que em Maria foi um
dom é para nós uma árdua tarefa. 1) Pelo pecado original. O homem antes do pecado original possuía o dom da integridade: Harmonia entre razão, vontade e coração: “harmonia entre o animal, o anjo e o filho de Deus em nós”. 2) Pelo ambiente em que vivemos. Nossa época caracteriza-se pelo distanciamento de Deus, pela perda de sua orientação sobrenatural. O material, o exterior, passa para o primeiro plano. Chegou-se a um sexualismo: ver na mulher principalmente o físico, o corporal. Há também uma perda crescente de pudor, de delicadeza e dos valores protetores da pureza. Influenciai nesta situação, a carência de um autêntico amor nos lares que leva os jovens a buscar amor em outra parte, apesar de que emocional e psicologicamente não estão preparados e maduros para isto. O que é o corpo? O Padre Kentenich, fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt, esclarece que “o corpo é espelho, companheiro e instrumento da alma”. a) Espelho ou expressão da alma: A alma manifesta-se por meio do corpo, se expressa no exterior (no modo de pensar, sentir, atuar ou vestir-se). As expressões exteriores sem conteúdo espiritual, são expressões sem sentido (carícias sem verdadeiro amor). O que faço deve expressar o que sou (autenticidade)! b) Companheiro da alma: Não podemos ter uma atitude de repulsa, de mera convivência pacífica, com o corpo ou desprezar o corpo, mas tampouco podemos divinizá-lo, num culto que não lhe corresponde: Segundo o Padre Kentenich, a atitude adequada é o cultivo do corpo. Tem que haver uma íntima relação: uma valorização, um cuidado e uma responsabilidade com o corpo. c) Instrumento da alma: Quando a alma quer atuar, necessita do corpo como instrumento. Mas, o corpo deve estar dirigido pela alma, isto é, pela razão e pela vontade. Não se devem inverter os papéis. O cuidado com o corpo. Tudo isto ilumina o cuidado que devemos dar ao corpo. Padre Kentenich diz que devemos tratá-lo com “amor respeitoso e com sábia severidade”. Com amor respeitoso porque é um templo de Deus, uma morada de Deus, um Santuário. Em nós habita Deus, nosso corpo é uma realidade consagrada. Nosso corpo deve ser utilizado como agrada ao Senhor. Principalmente, devemos tratá-lo com respeito: por exemplo, não brincar com ele, nem com os instintos; respeito no atuar, na maneira de vestir-se, no modo de falar. Isso tem suas consequências para a alimentação: comida sadia e adequada para a saúde de cada um, quantidade equilibrada; para o descanso: dormir suficiente, férias, esporte, etc. Além disso, devemos tratar o corpo com sábia severidade. Pelo pecado original rompeu-se a harmonia entre corpo e alma. O corpo quer se impor à alma e submetê-la a seus caprichos e gostos. Isto exige que o tratemos com severidade, mas não em forma autocrata, e sim sábia e diplomaticamente. Temos que aplicar a lei do “agere contra” (agir de modo contrário): fazer o contrário do que me ditam os instintos e impulsos. Fazer sacrifícios que ajudam ao corpo a ser mais nobre e superar seus caprichos: preguiça, gula, tendência a gozo em excesso, comodidade, menor esforço, mania de calmantes, escravidão do cigarro, etc. Temos que buscar nosso ponto fraco nesse sentido e não perdê-lo nunca de vista. Perguntas para a reflexão Se deseja inscrever, comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com |