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Tampa de relógio que serviu como patena para o Padre
Kentenich celebrar a santa missa na prisão e em Dachau
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Mesmo no inferno de Dachau,
ele se unia aos seus seguidores
e a toda Igreja na
celebração eucarística
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Um guarda católico transmitiu este
desejo às Irmãs de Maria, em Schoenstatt. Elas arranjaram logo uma
espécie de cálice e patena de pequenas dimensões.
Como corporal foi utilizado um lencinho. E como conseguiu ele as
partículas? Por ser prisioneiro preventivo, era-lhe permitido conservar
medicamentos em sua cela. As hóstias eram-lhes, então, colocadas sobre o
peitoril de sua janela, dentro de uma latinha de “Pastilhas de Sem”,
juntamente com um pouco de vinho num frasquinho conta-gotas, de Sympatol.
Assim, a partir de então, em cada dia madrugada Pe. Kentenich podia
celebrar a santa Missa. E isto até que foi transportado a Dachau, em 11
de março de 1942. Um Sacerdote que estava com ele, na mesma cela, por
algumas semanas, pôde receber aí a santa Comunhão. Porém, nunca ousou
celebrar.
Também em Dachau era proibido aos sacerdotes a Celebração Eucarística.
Somente um, designado pelo comandante do Campo, podia celebrar de manhã
bem cedinho, em condições paupérrimas,
na capela do campo. Os sacerdotes
procuravam sempre uma maneira de proporcionar a algum confrade a alegria
de ir ao altar.
Em 19 de março de 1943 – dia de São José a escolha
recaiu no Pe. Kentenich. Por caminhos especiais, e novamente camuflado
em verso, recebemos um escrito dele, na forma de uma longa poesia, sobre
essa oportunidade, que nos permite sentir o quanto apreciava a santa
Missa e – poderíamos também dizer – o quanto confiava nas realidades
sobrenaturais. Eis alguma estrofes:
“Foi no dia de São José que, pela vez primeira,
após um ano cheio de acontecimentos,
no pobre altar, tomei na mão
a taça do Sacrifício...
Quando tudo se prostrou para a Consagração,
dirigiram-se ao altar, em grandes multidões,
os que pertencem a Schoenstatt,
entoando jubilosos hinos de gratidão...
Claramente resplandecem os sinais de Jesus
e sua boca pronunciou baixinho o nome do Pai.
E, do trono do Pai, na sala do céu,
com toda a impotência, ecoou: Amém, Amém!
Um testemunho de sua celebração no
exílio de Milwaukee/EUA
Ao longo dos quatorze anos do exilo, durante a semana, Pe. Kentenich
celebrava sempre no Santuário de Schoenstatt; e aos domingos, na Igreja
de São Miguel, para a comunidade alemã, de quem era vigário. Uma
estudante alemã, que ali o conheceu escreve:
“Após a reforma da liturgia, aos domingos, na Igreja São Miguel, o Pe.
Kentenich celebrava voltado para o povo. Alguém que o observou, disse:
‘Mas como este padre celebra a Missa com tanta piedade! Agora a gente
tem ainda mais alegria de participar dela!’ Apesar de o Pe. Kentenich
estar totalmente concentrado na santa Missa, também reconhecia as
pessoas que dela participavam – provavelmente na distribuição da santa
comunhão – e rezava por elas.”
Talvez alguém imagine que o Pe. Kentenich se demorasse demais na
celebração da santa Missa. Ao contrário, empregava o tempo normal;
antes, a mais breve. A distribuição de tantas comunhões, naturalmente,
exigia-lhe um pouco mais de tempo junto ao altar.
Será que sua apreciação da santa Missa tem alguma relação com a sua
morte? – perguntamo-nos espontaneamente. Muitos interpretam o seu
pensamento ocorrido imediatamente após a Missa, como especial “atenção
do céu”.
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