Consciência de missão |
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A consciência da missão e do envio apostólico pertencem a essência do cristianismo. O cristão não pode guardar para si mesmo a Boa Nova do Evangelho, deve transmiti-la e levá-la a todos os rincões do mundo.
O Pe. Kentenich, desde o inicio da sua fundação, acentuou de modo especialíssimo esta consciência apostólica e evangelizadora. Schoenstatt surgiu no seio da Igreja como um Movimento marcadamente apostólico. “Não somos, dizia, um clube de auto-santificação, senão um Movimento apostólico”. Queremos ser à imagem de Maria, que acolheu a Palavra, ela se encarnou em seu seio, que a deu à luz para o mundo. Ela é a “portadora de Cristo”, sua companheira e colaboradora em toda a obra da redenção. Esta ousadia evangelizadora mariana quer ser um sinal de distinção para distintivo todo schoenstattiano.
Cada pessoa, cada comunidade na Igreja, possui uma missão própria e original. A cada um, nos dota o Senhor com talentos que devem frutificar para o bem de todos. Esta consciência de missão nos anima para o compromisso e a fazer tudo o que depende de nós, “para que surja a criação renovada”.
O carisma apostólico do Pe. Kentenich, junto com o ser acentuadamente mariano, significa que se exerce a missão em dependência e à imagem de Maria. Isso significa resgatar o que o Pe. Kentenich denomina “a missão salvífica do Ocidente”. Esta mensagem refere-se ao fato dos apóstolos Pedro e Paulo terem se estabelecido em Roma e a semente que eles plantaram cresceu e frutificou na Europa e, a partir dali, estendeu-se e se propagou pela África, Índia e América.
Essa consciência evangelizadora encontra-se notavelmente reduzida na atualidade. Pe. Kentenich sentiu-se chamado a reassumi-la e reavivá-la. Ele entende esta missão também no sentido do cristianismo no Ocidente destacar de modo especial a harmonia entre Deus e o mundo. Causa Primeira (Deus) e causa segunda (a criatura). Isso é diferente do Oriente, que acentua a Causa Primeira. Por isso, a mensagem evangelizadora de Schoenstatt está marcada especialmente por esta marca.
O Fundador se preocupa sobretudo que os leigos assumam a missão apostólica e, além do mais, que na Igreja se unam todas as forças apostólicas para enfrentar uma tarefa que supera amplamente o que uma comunidade isolada pode fazer. Neste sentido, o fundador de Schoenstatt fez seu o sonho de São Vicente Pallotti, canonizado como pioneiro da Ação Católica, a “Confederação Apostólica Universal”. Schoenstatt sente-se chamado para ser alma da confederação e união das forças apostólicas na Igreja.
Tradução: Lucis e Nelci Moraes |