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Ponto
fraco: Padre Nicolás Schwizer |
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Padre Kentenich dá uma grande importância a nosso ponto fraco (em alemão: “Bruchstelle”, ponto de ruptura). Ao reflexionar sobre a realidade de nossa vida, deveríamos elaborar também nosso(s) ponto(s) fraco(s) ou vulnerável(eis). Desarmonia interior. Em que consiste a particularidade de nossa natureza humana, a partir do pecado original? pergunta-se Padre Kentenich. E responde: consiste em uma fragilidade peculiar, misteriosa. É como uma ruptura ou quebra, uma desarmonia interior. E essa debilidade estrutural acentua-se mais ainda mediante heranças negativas ou pecados pessoais. E como resultado final, cada ser humano tem seu próprio ponto fraco. Pode ser uma falta de caráter, um vício como, por exemplo: a gula ou a bebida, um mau gênio, uma debilidade no campo sexual ou em outro campo. Nossa tarefa de vida é, por isso, recuperar a harmonia plena, ir curando esse ponto débil. Mas muitas vezes isso não é possível, comenta o Padre Kentenich. Então temos que seguir lutando durante toda a vida, mas também temos que aceitar essa debilidade e aprender a conviver com ela. Lembro o que o Fundador disse a um de nossos padres: Neste ponto você já não vai conseguir nada, entretanto tem que esforçar-se sempre de novo. Esse padre, naquela época tinha 33 anos. Podemos tirar nossas próprias conclusões. Somos um campo de batalha. Padre Kentenich situa esse ponto vulnerável num contexto maior: no contexto da luta mortal entre as forças divinas e as forças diabólicas. E, nós homens somos o verdadeiro campo de luta entre essas duas potências invisíveis da história, o bem e o mal. Queremos ser instrumentos aptos nas mãos de Deus e da Mãe de Deus, a grande antagonista do demônio. Mas também o “outro” quer conquistar-nos. E para isso busca encontrar nossos pontos débeis. É como um general que quer tomar uma fortaleza. A fortaleza pode ser um indivíduo, pode ser um grupo, ou pode ser uma família. E então igual a um general, o diabo busca o ponto mais vulnerável da fortaleza. E nesse ponto ataca com todas suas armas. Quer dizer, meu ponto débil é o ponto aonde me ataca o maligno, aonde irrompe em minha vida. Mas, por outro lado, é também o ponto ao qual Deus dirige o arsenal de suas graças. Que conclusões tiramos disso? O que podemos ou devemos fazer? Perguntas para a reflexão 1. Conheço meus pontos fracos? Tradução: Lena Barros
de Ortiz. União de Familias no Paraguay |