Aliança de Amor e Vocação – parte III

25 de agosto de 2015

Famílias santas, um novo Nazaré.

uniao-de-familiasKaren Bueno – Ser imagem da Sagrada Família de Nazaré é o grande desafio e beleza da união entre homem e mulher como esposos. Na descoberta dessa vocação, a Aliança de Amor se coloca como grande instrumento. “A Aliança de Amor foi o que nos colocou em contato permanente com Jesus e sua Mãe: por termos feito a Aliança, sempre voltamos a pensar no compromisso que assumimos. A Aliança nos presenteia muitos meios para a autoeducação, nos dá um anseio em permanecermos fiéis, em melhorar e buscar a santidade, sempre cumprindo a vontade de Deus e tendo como norte a fé na Divina Providência. Com este contato vem a vontade de corresponder a todas as graças e ao amor que recebemos vivendo de acordo com os planos que Deus tem” dizem Nathalie Amorim e Fausto Ruiz, da União de Famílias de Schoenstatt.

Apesar de o casamento ser muitas vezes reduzido a mero contrato social, é uma aliança com uma finalidade maior: “O casamento sacramental é uma opção de compromisso que envolve Deus. Não é só uma escolha natural, mas sobrenatural, e isso faz toda a diferença, especialmente no sentido de ajudar o outro em seu processo de santificação”, afirmam Caroline Audibert e Jair Henrique Junior, da União de Famílias de Schoenstatt.

O casal comenta como a Aliança os ajudou na descoberta vocacional: “A Aliança de Amor é um convite para que a Mãe de Deus participe de todos os momentos da nossa vida e nos guie pela nossa educação. Quando selamos uma Aliança de Amor com Maria, confirmamos nosso batismo e entregamos nas mãos de Deus nossa vida e nosso futuro, acreditando que ele age por meio dos acontecimentos. Assim entregamos à Mãe e ao seu Filho também a nossa vocação”.

O papel fundamental da família na sociedade, segundo Fausto e Nathalie, é cuidar, preservar e comunicar o amor: “É onde primeiro somos amados, e por meio dela é que aprendemos a amar. Por isso a importância de as famílias serem formadas com consciência, pois assim como as coisas positivas, os desvios que houver na família ou por falta dela ficam gravados nas vidas dos seus membros. É nesse núcleo que o ser humano se forma integralmente”.

Em Schoenstatt, na Obra das Famílias, há três fileiras distintas nas quais os casais podem se inserir: Liga e União Apostólicas ou Instituto Secular. “Os integrantes da Liga de Famílias acabam trabalhando mais nas paróquias nas quais estão inseridos. Já a União e o Instituto são ramos que estão mais ligados à Obra, então seus membros atuam mais para o próprio Movimento”, explica Tomás Vieira, dirigente territorial da União de Famílias no Brasil.

Vocacionados à Aliança

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“Nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, tu és meu” (Is 43, 1). Como revela a Escritura, desde toda a eternidade o Senhor conhece cada pessoa pelo nome e a ama, por isso a conduz pelo caminho que mais se adequa à sua personalidade e missão pessoal, a conduz para sua vocação. Na História da Salvação, por diversas vezes o Bom Deus selou uma aliança com seu povo, que tem como ápice Jesus, a Nova e Eterna Aliança, e pelo Batismo cada cristão é inserido nessa Aliança Eterna, ganhando um novo sentido de vida.

Em Schoenstatt isso ganha uma dimensão ainda maior com a Aliança de Amor. A Mãe Três Vezes Admirável ajuda cada vocacionado a descobrir e a realizar o plano de Deus em sua vida, assim como ela fez desde sempre na sua própria história pessoal. Como indica o Pai e Fundador, é preciso confiar a educação e a vocação nas mãos de Maria, pois ela sabe qual o caminho sonhado por Deus para cada um. “Mãe Três Vezes Admirável, toma nosso coração e nossa vontade, como tua inteira propriedade; ao teu aceno e à tua palavra eles se inclinam cegamente. A honra e a glória do instrumento é ser tua inteira propriedade” (Rumo ao Céu, 607).

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