Aliança de Amor e Vocação – parte II

24 de agosto de 2015

Ser uma pequena Maria por onde for.

perpetua-irmas

Karen Bueno – “Torna-nos semelhantes à tua imagem”, escreve o Pe. Kentenich no Rumo ao Céu. Esse pedido é feito de maneira especial por todas as mulheres de Schoenstatt, em todos os estados de vida. Refletir Maria é o grande anseio dos corações schoenstattianos, e para as mulheres isso é uma missão muito particular. No ser feminino, Maria, a Mãe e Educadora, se desenha de modo admirável, formando um pequeno reflexo seu. Nessa segunda parte da matéria, as MULHERES contam como a Aliança de Amor foi essencial em sua descoberta vocacional.

Para as Irmãs de Maria de Schoenstatt, ser presença viva de Maria é a grande tarefa: “Ser Irmã é uma graça imerecida, já que não somos dignas de tal eleição, e ao mesmo tempo é um presente e uma missão. Temos que ser uma pequena Maria no mundo, é o carisma que nosso Fundador nos deixou. Somos leigas consagradas e vivemos o espírito dos votos – não os fazemos, mas os vivemos em liberdade”, explica Ir. M. Bruna Sturba de Renzo.

A Aliança ajuda a reconhecer se essa é a vocação à qual Deus chama uma jovem: “A Aliança de Amor foi a porta de entrada para a consagração que já estava à minha espera. As promessas e exigências da Mãe na Aliança me deram força para dar esse passo maior que é a consagração como Irmã”, diz Ir. M. Bruna.

Uniao Feminina

Semelhante às Irmãs, no Movimento de Schoenstatt há outro Instituto de vida consagrada – das Senhoras de Schoenstatt. Elas, por sua vez, não vivem em comunidade nem usam um traje específico, mas também vivem os votos de pobreza, obediência e castidade livremente: “Como Senhoras de Schoenstatt, estamos a serviço de Deus como instrumentos para a salvação de muitas almas ao nosso redor. Levamos uma vida no meio do mundo, com nossos estudos, trabalho, família, e ao mesmo tempo totalmente enraizada em Cristo. Entregamo-nos com muita alegria aos lugares nos quais vivemos e trabalhamos, na nobre conquista dos corações para Cristo e Maria”, explica a Srª Ana Christina Melquiades.

Para a Senhora de Schoenstatt, a Aliança de Amor dá segurança na hora de seguir um caminho vocacional: “A Aliança com Maria nos impulsiona a grandes ideais, a aspirar não somente o maior, porém o máximo. Esta profunda troca de corações com a Mãe é que nos dá a segurança de tomar decisões, na certeza de que Ela nos leva ao seu Filho Jesus. Ela nos conduz nesta busca incansável pela plena felicidade, que só será saciada quando formos capazes de dizer SIM, ao plano de amor de Deus”.

Na coluna feminina da Obra de Schoenstatt há ainda a Liga e a União Apostólicas. Joelma Melo pertence à União Apostólica Feminina de Schoenstatt, e comenta que esta é uma vocação um tanto diferente: “É uma vocação difícil, porque a gente fica entre dois mundos, entre o céu e a terra. Somos leigas consagradas, vivemos no espírito dos votos, somos celibatárias, cada uma na sua cidade e na sua profissão – eu sou policial, temos unionistas enfermeiras, professoras, médicas, etc. Podemos continuar com nossas famílias ou morar sozinhas”.

Joelma conta que não conhecia essa possibilidade vocacional: “Não me sentia chamada para o matrimônio, queria viver uma vida diferente. Eu sempre pensei que a mulher só poderia ser casada, solteira ou freira, não conhecia esse estilo de vida. Só que eu não queria viver num lugar onde todo mundo fosse igual, vestisse as mesmas roupas, morasse no mesmo lugar; eu também era muito apegada à minha família e não queria deixá-la, queria estudar, ter liberdade. Quando conheci o Movimento de Schoenstatt, descobri que existia esse estilo de vida na Igreja, e percebi que tudo se encaixava com aquilo que eu ansiava em meu ser”.

Em todas essas histórias há um elemento central e decisivo: a Aliança de Amor, que é fundamental na hora de discernir a vocação. Uma das exigências da Aliança – uma zelosa vida de oração – é o norte para se chegar à tão almejada resposta, diz a Sra. Ana Christina: “Para tomar uma decisão é preciso dialogar com Deus, pois é a sua vontade que desejamos realizar. Manter uma intensa vida espiritual, rezar ao Espírito Santo, manter o vínculo com o Santuário e principalmente dar tempo para que Ele fale e atue, estando atentos aos acontecimentos diários – Deus fala por meio das circunstâncias. Acreditar no plano de Deus, ter fé e desprender-se de si mesmo é fundamental para o salto da decisão. Nós nos lançamos nos braços de Deus e, como consequência, encontramos a paz interior, a alegria de servir, de entregar-se, de sacrificar-se, porque acima de tudo é o plano de Deus que se realiza em nós”.

  • REGINA CÉLIA ALEXANDRE

    A ALIANÇA DE AMOR E A PRESENÇA DE NOSSA SENHORA NO LAR É UMA BÊNÇÃO , PARA QUE POSSAMOS PROSSEGUIR NESTA CAMINHADA VOCACIONAL . LEIGAS, A SERVIÇO DA MÃE RAINHA .