Aliança de Amor e Vocação – parte I

23 de agosto de 2015

Com a Mãe de Deus, esse processo torna-se mais simples.

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Irmãos de Maria de Schoenstatt

Karen Bueno – O Movimento Apostólico de Schoenstatt oferece uma amplitude de ramos e comunidades – costuma-se dizer que nesta Obra há lugar para todos, o que é um fato. Sentindo na alma o chamado para ser parte dessa Família Internacional, um passo grande é descobrir onde cada pessoa se encaixa. A Aliança de Amor é base dessa espiritualidade mariana e tem grande importância no processo de descoberta vocacional. Nesta primeira parte do texto, os HOMENS do Movimento de Schoenstatt revelam como a Aliança foi decisiva nesse processo de discernimento.

“A vocação parte da relação pessoal com Jesus, esse é o centro, e a Aliança de Amor com Maria me ajuda a crescer nessa intimidade com Cristo”, diz Pe. Afonso Wosny, do Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt.

Homens novos, à imagem de Cristo

A vocação sacerdotal é um desafio e responsabilidade grande, afinal muitas vidas lhe são confiadas. Pe. Afonso resume: “Ser Padre é um grande presente de Deus, pois ele olha nossa fraqueza, o que nós somos e diz: ‘eu te escolho’. É um presente de misericórdia, para sermos o rosto de Cristo na terra e contribuir com a construção do reino de Deus. Ao mesmo tempo, ser Padre é ser pai, de uma forma mais ampla. E, para mim, é também servir a Igreja por meio de Schoenstatt”.

O sacerdote conta como a Aliança de Amor foi fundamental no seu discernimento vocacional: “A minha vocação surgiu na Juventude Masculina de Schoenstatt e a Aliança de Amor me ajudou muito, primeiro pelo vínculo com o Santuário; pouco a pouco a Mãe e o Senhor foram roubando meu coração. De forma inconsciente, o mundo de Deus foi se tornando cada vez mais importante para mim, foi entrando cada vez mais no coração. A segunda coisa foi a vontade de me oferecer para contribuir com a missão de Schoenstatt, e aí a Aliança é central, porque talvez se não fosse por Schoenstatt eu nem seria sacerdote, a minha identificação com o sacerdócio veio por meio de Schoenstatt, por construir, servir e levar Schoenstatt adiante como Padre”.

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Os homens que não desejam se casar não precisam, necessariamente, se tornar padres. Há muitas possibilidades para aqueles que almejam uma vida celibatária. Em Schoenstatt há a Liga e União Masculina, sem vida comunitária, e há também o Instituto Secular dos Irmãos de Maria, para os que querem se consagrar e viver em comunidade.

“Eu ressaltaria que somos homens comuns, que consagram a vida a Deus e ao serviço de Schoenstatt e, sobretudo, que temos a missão de levar o mundo a Deus sem ser mundano. Também fazemos da nossa profissão um meio de evangelização para que as outras pessoas possam encontrar Deus”, destaca o Ir. Douglas Moreira, do Instituto dos Irmãos de Maria.

Ir. Douglas selou a Aliança de Amor em 2010, o que o ajudou muito na descoberta vocacional: “A Aliança é o começo de tudo, quando a selamos, temos um encontro muito íntimo e estreitamos nosso laço de amor com a Mãe, e ela nos ajuda em tudo. Eu acredito que a Mãe de Deus está muito próxima de Jesus e também muito próxima de quem lhe pede ajuda, pode interceder por nós”.

Selar a Aliança de Amor com Maria é confiar-lhe todos os aspetos da vida, inclusive esse período de dúvidas e incertezas: “A Aliança de Amor dá-nos uma riqueza extraordinariamente grande, ou seja, indica-nos o caminho mais seguro para, partindo da Mãe de Deus e nela, nos arraigarmos em Cristo – em ardor por Cristo – e, nele, nos arraigarmos no Deus Trino” (Pe. José Kentenich).

  • Gláucia Aparecida Rodrigues Vale

    A Aliança de amor com a Mãe Santíssima, e para mim, trouxe uma grande alegria e um amor profundo pelo meu trabalho missionário. Quanto mais não será para sacerdote de Schoenstatt?

    Que todos nós, possamos juntos interceder para que cada vez homens e mulheres façam sua aliança de amor com Maria, para levar ao mundo o rosto misericordioso de Deus para o mundo. rezemos……