Aliança de Amor e ecologia: vinculação à natureza

18 de junho de 2015

Qual é a minha resposta?

santuarioKaren Bueno – O Papa Francisco lança sua segunda encíclica apostólica neste dia 18 de junho, dia da Aliança de Amor. Ousado e coerente, o Santo Padre desafia cada ser humano, em especial os governantes, a tomar consciência sobre sua responsabilidade em relação ao planeta, a sair dos discursos repetitivos e partir para atitudes revolucionárias.

‘Laudato si’ (Louvado seja), traz como apelo do Papa Francisco “o urgente desafio de proteger a nossa casa comum”. Ele afirma que isso “inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projeto de amor, nem se arrepende de nos ter criado. A humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na construção da nossa casa comum. […] Lanço um convite urgente a renovar o diálogo sobre a maneira como estamos construindo o futuro do planeta. Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental, que vivemos, e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós (13-14)”.

O Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, diz que Deus criou, conserva e governa o universo com amor paternal – “Ele cuida de tudo: tanto dos maiores acontecimentos mundiais como do efêmero mosquito que voa no ar[1]” – e que a vinculação com a natureza faz parte da formação integral do ser humano. Assim diz o Fundador:

No momento da criação, ideias eternas se concretizam. E que variedade de vidas Deus cria! Quantos germens e aptidões em especial! Por quê? Por amor! Que respeito amoroso e que amor respeitoso deveríamos sentir diante de todas as coisas criadas, também ante a estrutura e originalidade de nosso próximo.

São Francisco de Assis vivia sempre nesta atitude. O sol, o fogo, o calor, a chuva, enfim, todas as criaturas eram suas irmãs queridas. Até chega a falar do “irmão ladrão” e da “querida irmã morte”. Com santo respeito tratava cada folhinha seca ou qualquer graveto, pois Deus tudo criara por amor.

E este Deus criador não abandona a seu próprio destino a obra de suas mãos, depois de havê-la criado. Ele também a conserva. Jesus afirmou certa vez: “Meu Pai continua operando até agora e eu também opero” (Jo 5, 17). Isso nos revela a atividade conservadora de Deus. Ele cria por amor, mas também conserva por amor. Se Deus suspendesse sua atividade conservadora, neste mesmo instante o mundo inteiro não apenas se reduziria ao pó, mas se desfaria em nada porque grãozinho de pó necessita do auxílio divino para subsistir. Todos os que orgulhosamente, detêm o poder em suas mãos, também os maiores intelectuais do século são conservados pelas mãos de Deus, em cada fração de segundo de sua experiência. Quão humildes deveria nos tornar esse pensamento![2]

Uma realidade que nos toca

Como está minha vinculação com a natureza e as criações de Deus?

Qual a nossa resposta, como Família de Schoenstatt, para as questões ambientais?

Como minha Aliança de Amor pode ajudar na construção do planeta sonhado pelo Criador?

Referências
[1] Pe. José Kentenich, Santidade de Todos os Dias, pág. 46.
[2] Pe. José Kentenich, Santidade de Todos os Dias, pág. 46.