“Ali você vê que a Juventude pode mudar o mundo”

5 de agosto de 2016

Fala-nos mais um peregrino da JMJ.

jmjKaren Bueno – Indescritível: essa é a expressão que José Guilherme Mafra, da Juventude Masculina de Schoenstatt de Londrina/PR, utiliza para transmitir suas impressões sobre a Jornada Mundial da Juventude.

Ir a Cracóvia, para ele, significou muito esforço e dedicação, é consequência de vários bombons e rifas vendidos. Tudo feito com muito amor e como contribuição ao Capital de Graças para participar do grande encontro mundial dos jovens com o Papa e representar o Jumas do Brasil nessa Jornada.

José Guilherme participou da JMJ 2016 unido à delegação do Jumas que saiu de Madri, na Espanha, rumo à Cracóvia. Ele continua em Madri e de lá envia um resumo de suas vivências e impressões, de coração aberto, ainda tomado pela emoção deste grande evento. Acompanhe:

jose guilhermePrimeiramente, estar com os espanhóis e os portugueses foi uma experiência fantástica, muito incrível porque eu não tinha ideia de como era a Juventude na Europa e é totalmente diferente [do Brasil]. Eles seguem a risca tudo como o Pe. Kentenich fundou, sua estrutura é muito parecida com a original. No Brasil a gente acabou tendo de adaptar [a estrutura] pela necessidade, então é bem diferente mesmo. Foi uma experiência ótima porque é uma cultura totalmente diferente e estar com eles me ensinou muito. Espero poder levar tudo o que aprendi para o Brasil, para sempre melhorarmos.

A experiência em Schoenstatt foi incrível também, porque é um lugar sensacional, é paz, simplesmente paz, não tem muito que dizer. O lugar é lindo, é incrível, me senti muito bem lá e não imaginava que o lugar onde Schoenstatt foi fundado fosse daquele jeito, que de uma capelinha tão simples pudesse surgir algo tão grande que se expandisse pelo mundo inteiro. Foi incrível conhecer Schoenstatt e toda a imensidão do Vale, ver que tem tantos Santuários lá.

A Jornada Mundial da Juventude foi a melhor experiência de todas que eu tive, principalmente nos encontros com o Papa. Essa é minha primeira Jornada, então foi indescritível. Você vê nas ruas o clima, as pessoas olham para você com felicidade, sem desconfiança, como acontece às vezes. Você vê a juventude festejando de maneira sadia, uma juventude que está em festa por receber o Papa, é incrível. Você conversa com as pessoas na rua e elas demonstram carinho, viam a bandeira do Brasil e começavam a cantar musicas com o ritmo do país, você se sente valorizado e, sem exageros, se sente amado na Jornada. Ver o Papa transmite um espírito incrível para todos. Por exemplo, no dia da vigília eu vi jovens da Alemanha, depois da homilia, se derramando de tanto chorar ao ouvir o Papa, foi muito lindo. Eles se emocionaram, porque você vê o representante de Jesus nele, é o Espírito Santo que o conduz, é o Senhor que fala por ele, é Jesus ali falando.

O que me deu mais alegria na JMJ foi ver todos os jovens que se esforçaram muito mesmo para estar lá. Nisso a gente vê que ainda há esperança para esse mundo tão difícil em que vivemos, quando os valores e princípios cristãos são tão desvalorizados. Ver milhões de jovens se reunindo no mesmo lugar para escutar as palavras do Papa – que nem são muitas, ele fica pouco tempo com a gente –, que os jovens estavam lá para ter uma inspiração e mudar a realidade em que vivem, ter aquilo como base para serem pessoas melhores, é incrível. Ali você vê que a Juventude pode mudar o mundo, você vê a força que cada um deles transmite de fato.

Por mais que fale, não dá para explicar. Pretendo continuar me esforçando para ir a outras Jornadas, porque é indescritível.