A voz do centenário

12 de fevereiro de 2015

Ouvida no Brasil e em todos os países de língua portuguesa.

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Pe. José Fernando Bonine comentou e traduziu as festividades do centenário da Aliança de Amor pela TV Canção Nova

Karen Bueno – Foram oito horas e meia de transmissões da festa do centenário da Aliança de Amor em Schoenstatt pela TV Canção Nova – isso sem contar as diversas reportagens exibidas, que ao todo somam mais de 13 horas. Por detrás das imagens, no estúdio da emissora, dois schoenstattianos narravam a transmissão. Ir. Maria da Graça Sales Henriques e Pe. José Fernando Bonine ficaram em Cachoeira Paulista/SP nos dias 15, 16, 17 e 18 de outubro, para comentar tudo que acontecia ao redor do Santuário Original.

“Foi uma aventura, primeiro porque nem eu e nem a Irmã tínhamos passado por essa experiência na nossa vida, foi a primeira vez. Isso naturalmente dá, vamos dizer, um certo ‘friozinho’ na barriga, mas acho que em primeiro lugar foi emocionante”, diz o Padre de Schoenstatt.

Passar o tão esperado 18 de outubro de 2014 confinado num estúdio, enquanto o mundo inteiro estava em festa, exigiu sacrifício. “Eu pensei, ‘puxa, passar o dia 18 de outubro, o centenário, dentro de um estúdio fechado?!’. Mas quando as imagens começaram a chegar, a gente já não se sentia mais ali, nos sentíamos lá em Schoenstatt, participando da celebração”.

O sentimento de proximidade era tão grande que tirou a fala dos locutores em alguns momentos. “Lembro-me de duas ocasiões em que cutuquei um pouquinho a Irmã, porque eu estava emocionado e não conseguia falar, e ela seguia com a narração. A mesma coisa aconteceu com ela, ela também se emocionou em alguns momentos”, recorda Pe. José Fernando.

Ele lembra bem das situações que o marcaram nesse jubileu: “No sentido de conteúdo, para mim pessoalmente foi bem marcante a primeira homilia, do bispo de Treves/Alemanha. Eu achei essa homilia excelente, sensacional. Um segundo momento que me marcou foi quando os jovens entraram com a tocha. E por último, me chamou a atenção o momento em que a imagem da Mãe e Rainha parou diante do túmulo dos herois. Eu pessoalmente fiquei muito emocionado, porque foram eles que convidaram ela para se estabelecer ali, era como se a Mãe e Rainha estivesse agradecendo a eles: ‘Que bom que vocês me chamaram para viver no meio de vocês’. Esses foram os momentos que mais me impactaram e me deixaram sem voz”.

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Ir. Maria da Graça Henriques, portuguesa, também falava durante as transmissões

Nos estúdios

“No começo nós estávamos meio travados, depois nos acostumamos”, conta Pe. Bonine sobre os comentários na TV. A transmissão da Canção Nova era exibida em todos os países da Europa, todos os países da América e para o norte da África. “Quando estamos fazendo os comentários, não pensamos muito em tudo isso, mas é muita gente nos ouvindo”.

A sala onde os comentaristas ficavam tornou-se Schoenstatt para os dois: “Nós vivemos muito de perto esse jubileu. No estúdio tínhamos um telão muito nítido que ficava bem perto do nosso rosto, a um metro e meio de distância no máximo”, conta Pe. José Fernando.

O Brasil todo e muitos outros países puderam acompanhar a festa em Schoenstatt graças a boa vontade dos missionários e funcionários da TV Canção Nova. “A gente tem que agradecer a Canção Nova, eles acolheram muito bem a nós. Essa acolhida, esse estar conosco, a partilha de vida, foram para nós um exemplo. E o maior testemunho é a simplicidade de acolher um carisma diferente, dando tanto espaço para nossa história”.

Em Roma, com o Papa

Terminado o trabalho no Brasil, a tarefa de locutor não acabou para o Pe. José Fernando Bonine. A Rádio Vaticano requisitou um tradutor que falasse o português do Brasil, para traduzir a audiência com o Santo Padre – os brasileiros eram a maioria dos ouvintes de língua portuguesa. Então o Padre de Schoenstatt foi novamente convidado a colaborar nas transmissões, agora diretamente de Roma.

“Foi muito emocionante, até porque eu não tinha as palavras do Papa por escrito, elas foram dadas ali, ao vivo. Nas celebrações em Schoenstatt havia textos prontos, as homilias, por exemplo, então era mais fácil traduzir. Era preciso ficar atento para a tradução simultânea das palavras do Papa”, comenta.

Depois dessa experiência, Pe. José Fernando permaneceu na Europa por três meses, como mestre de terciado dos Padres de Schoenstatt. Ele diz que ainda não viu todo o material que foi transmitido e que precisa parar para ver, mas que essa “foi uma experiência fantástica”.