A MTA presente na Antártida – parte 1

4 de julho de 2016

Ela foi ao encontro dos filhos, para aquecer corações nessa terra do geloantartida2

Ir. M. Nilza P. da Silva – Como é conhecido, quem chega ao polo sul do planeta, na terra de gelo da Antártida, encontra-se também ali com a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt em uma ermida. A Divina Providência cuidou que algumas pessoas nos ajudassem a conhecer como está essa ermida atualmente e a saber um pouco melhor sobre os caminhos que a Mãe de Deus usou para estar ali, junto de suas filhos de várias partes do mundo, para aquecer em seus corações o amor a Jesus.

Quem conta é Pe. Audinei Carreira da Silva, atual pároco na Par. Nossa Senhora de Fátima, em Cianorte/PR, Dioc. de Umuarama/PR. É ele o instrumento a Mãe usou para poder ir até o ponto extremos do planeta.

jun_pe_audineiPor que o senhor levou a imagem da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável para a Antártida?

Eu tinha recém entrado na Marina, ainda era segundo tenente e, sem esperar, repentinamente, em 1984, fui nomeado para acompanhar, como capelão, a terceira expedição do Brasil para a Antártica, pelo Navio de Apoio Oceanográfico Barão de Teffé. Eu não esperava isso. A estação brasileira ali ainda estava na construção, na ilha Rei Jorge, que pertence as Ilhas Shetland do Sul, na estação Comandante Ferraz, que há pouco tempo foi incendiada e está em reconstrução. Talvez devido ao meu modo de ser e a minha experiência, o Comandante Paulo Adrião insistiu que o capelão fosse eu.

Então, ele me contou que em uma das expedições, um capelão havia entronizado a cruz nessa estação e me perguntou o que eu gostaria de fazer de significativo nessa minha missão. Eu respondi para ele que gostaria de levar Nossa Senhora para colocar ao lado dessa cruz, lá na Antártida. Então, eu conversei com as Irmãs de Maria, em Londrina/PR, e mandamos fazer uma imagem em mármore que representa uma seta, indicando para o céu. No meio dessa seta, colocamos a imagem de nossa Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt (em bronze).

Antes de viajar para a Antártida, a ermida ficou dentro do Santuário Tabor da Esmagadora da Serpente, em Londrina. Depois, foi levada para a marinha, no Rio de Janeiro/RJ, de onde partimos.

No dia 8 de dezembro de 1984, durante a celebração e uma missa, fizemos a bênção e a entronização da ermida, nesse local, na Antártida. Estavam ali presentes na santa missa, além dos brasileiros, também pessoas de estações de outros países: chineses, poloneses, russos e argentinos. A celebração foi ao ar livre, graças a Deus, em um dia em que tivemos uma variante excepcional. No verão, normalmente a temperatura e a sensação térmica está a 35º abaixo de zero. Mas, naquele dia, para a missa, estávamos com 8º acima de zero e não havia vento para aumentar a sensibilidade térmica. Era uma atmosfera muito boa.

Eu ainda me lembro bem de umas coisas bem típicas dessa data. Por exemplo, os marinheiros que fizeram a tarefa de pedreiros, para poder chumbar a imagem no local, se esqueceram que lá, quando você pega a água, daqui a pouco ela está congelada. Então, eles chegaram no local da ermida, com a água, e quando foram fazer a massa, a água estava congelada e não dava para misturar com o cimento. Por isso, eles precisaram voltar para o navio e colocar um produto na água, para que ela não se congelasse e se pudesse fazer a massa com o cimento para fixar a ermida.

Todos os anos, durante m período, nesse local, a neve sobe e, quando isso acontece, a Mãe de Deus “entra em fria”, isto é, a ermida fica embaixo da neve. Mas, depois a neve desce de novo e é possível vê-la e rezar diante dela.

>> continua

Agradecimento especial:
Ao Pe. Audinei por ter aceitado contar toda a história da entronização da Ermida, ao Coronel Johannes Gregoratto que mediou o contato com Fatima Iyetunde Oladejo – Primeiro-Tenente (Md), que se encontra atualmente na Antártida e generosamente fez as fotos da ermida (no dia 30 de junho de 2016) e nos enviou. Que a Mãe de Deus os abençoe!